Porque precisamos do Pantera Negra?

Porque precisamos do Pantera Negra?

por Daniel Baptista – Historiador e Antropólogo. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em História e Gênero (GEPEHG) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Há um certo tempo atrás, depois de ver todo meu entusiasmo e empolgação com o lançamento do filme “Pantera Negra”, um colega muito querido me pediu para lhe enviar um texto que fosse sobre o super-herói, seu filme e sobre as expectativas em torno deste lançamento. Me disse “Por que você não escreve sobre quem é o Pantera Negra? Muitas pessoas não o conhecem e seria bom que alguém escrevesse apresentando essa figura para o público em geral”. Concordei e pensei que seria bom fazer uma boa e detalhada apresentação. Alguns dias depois, porém, me veio de assalto as palavras, ideias, e percebi que não queria apenas apresentar o personagem: gostaria de dizer a todos que possam ler essa pequena fuga de minha rotina não “Quem é o Pantera Negra?” mas “Por que precisamos do Pantera Negra!?”.

John F. Kennedy

E por que mesmo precisamos do Pantera Negra? Revendo alguns documentários e entrevistas que tenho salvo aqui em meu notebook, encontrei duas falas instigantes que me ajudaram muito a pensar do porque precisamos desse herói. Ao longo da década de 1960, nos Estados Unidos, Robert Kennedy, irmão do ex presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, procurador geral dos EUA e, mais tarde, Senador pelo Estado de Nova York, falaria em uma declaração pública:

Robert F. Kennedy

“Os negros estão continuamente progredindo neste país. O progresso, em muitas áreas, não é tão rápido como deveria ser, mas eles estão fazendo progressos e vão continuar fazendo progressos. Não há razão para que, num futuro próximo e previsível um negro também não possa ser presidente dos EUA”

Não há razão para que, num futuro próximo e previsível, um negro também não possa ser presidente dos EUA”, assim falou Bobby Kennedy, considerado por muitos, um político progressista e subversivo. Progressista por defender publicamente os direitos civis dos negros em uma época em que eram negados os direitos civis mais básicos às comunidades negras, como elegerem seus próprios candidatos e votarem em quaisquer representantes que fossem. Subversivo por apoiar, também, figuras criminalizadas e hostilizadas pela opinião branca popular do período, como o reverendo e orador Martin Luther King.

A resposta mais lúcida e honesta ao comentário de Bobby Kennedy, porém, viria não de um grande orador ou vulto popular, mas de um intelectual nascido e criado no gueto do Harlem, negro e homossexual, que teve por muito tempo seu reconhecimento nublado pelos preconceitos e exclusão social: James Baldwin.  Militando pela causa negra e publicando textos ácidos e críticos sobre segregação racial, sexualidade, política e literatura, James Baldwin falaria, em um debate na Universidade de Cambridge, em 1965:

“Eu lembro, por exemplo, quando o ex procurador geral, o sr. Robert Kennedy, disse que era concebível que daqui a 40 anos poderíamos ter um presidente negro. Aquilo pareceu uma declaração bastante libertária para os brancos. Eles não estavam no Harlem quando essa declaração foi ouvida pela primeira vez. Eles não ouviram e possivelmente nunca ouvirão o riso, o desgosto e o desprezo com que a declaração foi recebida. Para o dono da barbearia do Harlem, Bobby Kennedy só chegou ontem e agora já está a caminho da presidência. Estamos aqui a 400 anos e agora ele nos diz que talvez daqui a 40 anos, se você for bom, podemos deixar você se tornar presidente”.

James Baldwin

Há exatos 44 anos da declaração de Baldwin e Kennedy, Barak Obama seria eleito o primeiro presidente negro dos EUA. Saindo da realidade para ficção, da política para o universo das HQ’s, temos, finalmente, o Pantera Negra, fazendo sua primeira aparição nas histórias em quadrinhos em 1961, em um arco denominado “The Arrival”, do Quarteto Fantástico. Depois de apresentado ao público, o Pantera só retornaria no universo ficcional da Marvel em 1966, quando, além de mostrar ao público a maravilhosa nação africana de Wakanda, ainda marcaria presença derrotando todos os membros do Quarteto Fantástico juntos. De 1966 até a presenta data, 15 de fevereiro de 2018, tivemos a aparição de alguns outros super-heróis negros como o adolescente Virgil Hawkins, que enfrentou grandes desafios como Super Choque; John Stewart, um dos membros da tropa dos Lanternas Verdes; Ororo, a mutante membro do grupo dos X-Men, conhecida como Tempestade; e mesmo as adaptações cinematográficas de Blade, o caçador de vampiros, por Wesley Snipes, ao longo da década de 1990.

Virgil Hawkins, o Super Choque

        

Ororo, a Tempestade, dos X-men

Mesmo com esse aumento significativo da presença negra no mundo ficcional, demorou, assim como no caso de Baldwin e Obama, com a questão da “presidência negra”, novamente, mais 44 anos para termos uma adaptação cinematográfica de peso voltada eminentemente para o público negro. Foi em 30 de setembro de 2016, com o lançamento da série Luke Cage, pela plataforma da Netflix, que tivemos uma produção inteiramente voltada para a questão representativa das comunidades negras nas telinhas e nos enredos super-heróicos.

Um personagem definitivamente ambíguo. Por um lado, inovador: Luke Cage foi criado na década de 1970, precisamente no ano de 1972, como o primeiro super-herói afro-americano a ter sua própria história em quadrinhos. Isso significa que ele não surge como mais um coadjuvante dos “grandes super-heróis” e nem como mais um “personagem preto à serviço dos brancos”, como foi com Falcão, um dos muitos parceiros do Capitão América. Luke Cage não é o coadjuvante. Ele é o protagonista. Luke Cage não é mais um figurante no meio dos grandes super-heróis. Ele é o grande super-herói.

Por outro lado, ele foi, em sua gênese na década de 1970, a representação dos estereótipos por si: negro, forte, musculoso, truculento, morador de gueto, ex-presidiário, impulsivo e que só sabe falar por gírias. Foi na prisão, num experimento científico ilegal feito com prisioneiros, que ganha seus principais super-poderes: superforça e uma pele impenetrável… Ele se tornou, literalmente um negro a prova de balas, o que é por demais significativo do imaginário social sobre o homem negro e sobre seu cotidiano marginal.

Mas Luke Cage foi lançado no formato serial, em uma plataforma online, 44 anos depois de sua primeira aparição em sua própria revistinha, em 1972. Com o Pantera Negra, demoraríamos, 52 anos, se contabilizarmos a partir de 1966; 57 anos, se pensarmos em sua primeira aparição.

Pensem bem, meus caros leitores: 44 anos para a aparição do primeiro super-herói afro-americano em um seriado próprio; 44 anos para a aparição do primeiro presidente negro eleito dos EUA; 57 anos para aparição de um super-herói como o Pantera Negra que, ao contrário de Luke Cage, que foi o primeiro afro-americano a conquistar super-poderes, Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro a existir no universo ficcional dos quadrinhos. Nesse meio tempo, quantas adaptações seriais, televisivas, e cinematográficas tivemos de personagens como Super-Homem, Flash ou o Batman? Mesmo a Mulher Maravilha, que não teve uma aparição tão ostensiva quanto a de outros personagens masculinos do mesmo porte foi, assim como outros heróis e heroínas, revitalizada em novas adaptações cinematográficas contemporâneas, teve garantida menções pontuais em seriados de super-heróis masculinos (como na série “Smallville”) e suas própria séries televisivas entre as décadas de 1960 e 1970 até sua reaparição em 2017, com a atriz Gal Gadot.

Mulher Maravilha, de Lynda Carter, em 1970.

Mas o Pantera Negra não é como os outros super-heróis negros que temos visto até então: o Pantera Negra não veio dos guetos, não se expressa por gírias ou luta para pagar suas contas no fim do mês em sub-empregos no subúrbio. T’Challa, o homem negro que veste o manto do Pantera não é mais um subalterno ou personagem para cobrir lacunas. Ele é Rei. Com um doutorado em Física pela Universidade de Oxford, o personagem fictício também se consagra como um exímio inventor, um singular cientista e rei da nação ficcional de Wakanda, a nação tida como a mais avançada moral e tecnologicamente do Universo Marvel.

Podemos dizer sem maiores receios que a figura de T’Challa concentra em si grande parte do que poderíamos chamar de “imaginário social do negro ideal”: culto, respeitado, inteligente e sábio. T’Challa seria a representação de tudo aquilo que os negros, estadunidenses ou não, projetariam para si em oposição aos espaços e representações que nos foram imputados ao longo de séculos de subalternização histórica, social e imaginária. E não apenas isso: tudo dentro do universo em torno do Pantera nos parece sugestivo e representativo. Wakanda, a nação fictícia africana foi o único reduto do continente africano que nunca foi colonizado, seja pelo branco ou seja pelas nações vizinhas; Ulisses Klaw, um dos principais vilões do Pantera e de Wakanda, é um Europeu oriundo da Bélgica que teve uma de suas mãos arrancadas, nos quadrinhos, pelo próprio T’Challa. Klaw (que significa “garra”, em inglês) ganha a vida tentando não apenas invadir o país nunca antes conquistado, mas traficando o minério fictício do Vibranium, uma das matérias primas mais importantes na confecção de armas e aparatos tecnológicos dos super-heróis, fazendo uma referência literalmente clara e direta à colonização Belga no Congo, conhecida historicamente como um dos regimes coloniais mais truculentos da História, onde a moeda de troca que movimentava o mercado interno era as mãos dos nativos que não alcançavam as taxas de produções desejáveis.

Ulissys Klaw, o vilão Belga de “Pantera Negra”.

Rei, guerreiro, cientista, diplomata, rico, intelectual, influente, governante de uma nação nunca antes conquistada, Wakanda, o país africano ideal. T’Challa, assim, reúne em torno de si e de seu universo tudo aquilo que negro contemporâneo no mundo ocidental sonharia em ser, em uma utopia ou projeção anti-colonialista, onde a colonização fracassou e a África venceu.

Colonizador Belga ao lado de nativos com suas mãos amputadas, Séc. XIX.

Mas, afinal de contas, por que precisamos do Pantera Negra? Por que precisamos de filmes e produções que destaquem e ressaltem a presença negra e tenham negros e negras como público alvo? Bem antes das grandes produções cinematográficas que conhecemos e do debate em torno da participação massiva dos negros e negras nessas mesmas produções, no início dos distantes anos de 1910, nos Estados Unidos, Jack Johnson se tornaria o primeiro campeão mundial dos pesos pesados negro da história do boxe moderno. Encontrei sobre sua história em minha pesquisa de mestrado, ao estudar sobre a relação entre a prática de esportes de combates e a presença de atletas majoritariamente negros.

Jack Johnson, primeiro negro Campeão Mundial dos Pesos Pesados, em 1908

Ele costumava ser extremamente contestador e uma figura irreverente aos padrões da época, frequentando espaços que outras pessoas negras não podiam frequentar. Comprava vinhos caros e os tomava de canudinhos e convocava toda a imprensa para vê-lo treinar. Quando os repórteres apareciam, ele estava em seu centro de treinamento, semi-nu, causando horror em seu público com seu pênis envolto em gazes. Finalmente, um repórter, cansado de suas provocações públicas lhe pergunta: “Qual o motivo de tanta hostilidade? Qual o motivo de tantas agressões?” e Jack Johnson lhe responde de maneira simples, porém impactante: “Eu sou negro, e vocês nunca deixaram eu me esquecer disso. Eu sou Negro e nunca vou deixar que vocês se esqueçam disso”.

E é exatamente por isso que precisamos de heróis e heroínas como Pantera Negra, Tempestade, Super Choque, Blade e tantos outros: porque a presença de suas narrativas nos mostram que é possível criar histórias diferentes, positivas e contestadoras sobre a figura e representação das pessoas negras; porque a presença desses personagens denunciam nossa ausência ainda gritante de tantos espaços físicos e imaginários dos quais somos não apenas indesejados, como também apagados; porque a presença dessas figuras e de suas histórias servem para lembrar a todos que nós somos negros e ninguém nunca deixou que esquecêssemos isso, porque somos negros e estamos aqui, hoje, para nunca deixar que todos vocês esqueçam disso. Vida longa ao Rei! Wakanda Forever!

 

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Chapéu do Presto Especial – Liga da Justiça da América Renascimento

Chapéu do Presto Especial – Liga da Justiça da América Renascimento

Bem-vindos a mais um Chapéu do presto, no episódio de hoje quero falar sobre a nova mensal da Dc que a Panini lançou nas bancas, mais um título quinzenal dos EUA, mais um título da Liga da Justiça: Liga da Justiça da América. Com roteiros de Steve Orlando e arte de toda a equipe da editora.

Lançada originalmente no início de 2017, aqui temos a tentativa de emplacar mais uma série da Liga da Justiça na esperança de aproveitar o hype do filme que viria no fim do ano. O filme não foi aquelas coisas, e pelo menos nisso essa série é coerente, ela também não é grande coisa.

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Ghost in the Shell 2.0

Ghost in the Shell 2.0

Bem-vindos mais uma vez ao Fantasma da Máquina, ainda acompanhamos Motoko, mas agora se abrigando em um novo corpo. Passado pouco mais de quatro anos, após os acontecimentos do primeiro volume, Ghost in The Shell parece ter saído daquele ambiente ciberpunk / noir em direção a um cenário com tecnologia mais limpa. Uma mudança de tom que acompanhou as transformações do nosso mundo, pois enquanto o primeiro volume havia sido lançado em 1991, e recebia grande influência da produção cultural e do momento político da década de 1980. Ghost in the Shell 2.0, fora lançado no Japão dez anos depois, em 2001, período em que muita coisa havia mudado, novas concepções de futuro surgiram, e ainda mais cínicas que as anteriores, os problemas sociais ainda existem, mas agora vem maquiados com uma bela roupagem.

A história começa com um prólogo bastante confuso, em algo que parece se um centro religioso. Acompanhamos a discussão sobre uma fusão de alma que Motoko teria passado e a apresentação de Tamaki Tamai, uma investigadora mediúnica. Em seguida passamos para algum lugar no meio do oceano onde Motoko espera por diretrizes de uma nova missão. Nesse ponto. Conhecemos uns seres bizarros que parecem Minions tecnológicos auxiliando a protagonista, parecem ter uma função de alívio cômico, mas apenas os achei bobos.

Hackeamento de cérebros humanos, banco de órgãos em porcos, vida eterna dentro do espaço virtual. O segundo volume de Ghost in The Shell extrapola os limites da edição clássica ao sublimar a ação que não se passar mais em nossa realidade, mas no cyberespaço. Por um lado, deu uma dinâmica completamente diferente e interessante, por outro não consegui me envolver tanto quanto antes. A história exige do leitor uma atenção ainda maior, pois todos os pequenos casos vão se interligar à investigação principal, no entanto essas ligações não são muito claras e vemos Masamune se perdendo nos conceitos que ele próprio apresentou.

A arte me deixou com sensações conflitantes. O traço e a colorização, que foram feitos em grande parte do volume são muito bonitos, e me lembraram muito uma animação, possuem estratégias interessantes para resolver elementos que se passam no mundo virtual. No entanto, o excesso de recursos digitais acabou incomodando, tanto no design de alguns objetos do cenário ou dos robôs virtuais, os que eu chamei de minions soaram bem falsos. Parece em alguns momentos que o artista estava experimentando pela primeira vez as layers do Photoshop e, ao invés de trazer dinamismo e realismo, incomodaram.

Mas o pior na arte não é o excesso de recursos digitais, mas sim a forma como são retratadas as personagens femininas ao longo do mangá. Há uma hipersexualizacao completamente desnecessária, desde o design dos corpos, que parecem Barbies peitudas, até as roupas, ora no estilo “pintura corporal” de tão colocada, ora roupas extremamente recortadas com o único intuito da exposição, quase um softporn. Sem falsos moralismos, mas a forma como o autor retrata as personagens não tem nenhuma função para a trama, é meramente exploração do corpo feminino. Talvez se tivesse se preocupado mais com o roteiro, a revista teria sido muito melhor.

 

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Chapéu do Presto Especial – Monstress

Chapéu do Presto Especial – Monstress

Bem-vindos a mais um Chapéu do Presto especial, no episódio de hoje quero falar sobre o lançamento da editora Pixel, pois é a editora que deveria se chamar Phoenix volta mais uma vez das cinzas, agora com a série Monstress da Image. Com roteiros de Marjorie Liu e arte de Sana Takeda.

https://youtu.be/THjWIvlVEkc

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Chapéu do Presto (S04E03)  As revistas da Panini poderiam ser menos caras?

Chapéu do Presto (S04E03) As revistas da Panini poderiam ser menos caras?

Bem-vindos a mais um Chapéu do Presto, no programa de hoje estou com o Lucas para conversar um pouco sobre os preços de capa praticados pela Panini. Muitos já falaram sobre o assunto, então decidimos pensar em alternativas, como as revistas poderiam ser mais barata? Por que elas encareceram tanto em tão pouco tempo? Qual o papel da Panini no mercado nacional? Qual a função das revistas mensais e dos encadernados? As revistas de super-heróis são voltaras para qual público?

 

https://youtu.be/lhFPyRyvQ7E

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Dia do Quadrinho Nacional 2018 – Qual o seu monstro?

Dia do Quadrinho Nacional 2018 – Qual o seu monstro?

Na última mesa do Quinto dia do Quadrinho Nacional em Campinas, descobrimos os bastidores do álbum em quadrinhos “Qual o seu Monstro”. Delfin faz a mediação da mesa entrevistando os autores da obra: Lucas Oda, Maria Paula e Mario Cau.
OBS.”A bateria da câmera acabou nos 50 minutos da filmagem e o resto da palestra foi filmada pelo celular”

https://youtu.be/EMaTEa1C2Zc

00:03:00 Como foi a concepção do projeto?

00:05:18 A ideia surgiu como quadrinhos ou como prosa?

00:06:07 Como foi a concepção do universo e a ideia de um mundo onde as pessoas escolhem seus monstros em um catálogo?

00:11:48 Qual a relação deste universo com o nosso?

00:15:02 Como é trabalhar com design de quadrinhos e como foi feito nessa obra?

00:22:05 Depois de dois prêmios Jabutis e uma carreira consolidada (Mario Cau), como foi encontrar uma editora para publicar o livro?

00:26:11 Como vocês veem o mercado de quadrinhos independente?

00:31:57 O que vocês leem de quadrinhos nacionais?

00:38:45 As autoras do quadrinho brasileiro.

00:46:18 Desinteresse de divulgar informação pelos grandes meios de informação e o apagamento da cultura em Campinas.

00:57:34 O movimento de guerrilha dos consumidores de cultura.

01:01:29 A dificuldade das livrarias em trabalhar com quadrinhos e produtos independentes.

01:08:22 Literatura infantil.

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