Chapéu do Presto Especial – Pantera Negra

Chapéu do Presto Especial – Pantera Negra

Bem-vindos a mais um Chapéu do Presto especial, no programa de hoje não poderia deixar e falar sobre o início da temporada de filmes sobre personagens de quadrinhos nos cinemas, estou falando de Pantera Negra. Dirigido por Ryan Cogler, que surgiu com Creed em 2015, e estrelado por um elenco de peso como Chadwik Boseman, Michael B.Jordan, Lupita Nyong’o, Martin Freeman, Forest Whitaker, Andy Serkins e muitos outros.

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Porque precisamos do Pantera Negra?

Porque precisamos do Pantera Negra?

por Daniel Baptista – Historiador e Antropólogo. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).Pesquisador do Grupo de Estudo e Pesquisa em História e Gênero (GEPEHG) da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Há um certo tempo atrás, depois de ver todo meu entusiasmo e empolgação com o lançamento do filme “Pantera Negra”, um colega muito querido me pediu para lhe enviar um texto que fosse sobre o super-herói, seu filme e sobre as expectativas em torno deste lançamento. Me disse “Por que você não escreve sobre quem é o Pantera Negra? Muitas pessoas não o conhecem e seria bom que alguém escrevesse apresentando essa figura para o público em geral”. Concordei e pensei que seria bom fazer uma boa e detalhada apresentação. Alguns dias depois, porém, me veio de assalto as palavras, ideias, e percebi que não queria apenas apresentar o personagem: gostaria de dizer a todos que possam ler essa pequena fuga de minha rotina não “Quem é o Pantera Negra?” mas “Por que precisamos do Pantera Negra!?”.

John F. Kennedy

E por que mesmo precisamos do Pantera Negra? Revendo alguns documentários e entrevistas que tenho salvo aqui em meu notebook, encontrei duas falas instigantes que me ajudaram muito a pensar do porque precisamos desse herói. Ao longo da década de 1960, nos Estados Unidos, Robert Kennedy, irmão do ex presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, procurador geral dos EUA e, mais tarde, Senador pelo Estado de Nova York, falaria em uma declaração pública:

Robert F. Kennedy

“Os negros estão continuamente progredindo neste país. O progresso, em muitas áreas, não é tão rápido como deveria ser, mas eles estão fazendo progressos e vão continuar fazendo progressos. Não há razão para que, num futuro próximo e previsível um negro também não possa ser presidente dos EUA”

Não há razão para que, num futuro próximo e previsível, um negro também não possa ser presidente dos EUA”, assim falou Bobby Kennedy, considerado por muitos, um político progressista e subversivo. Progressista por defender publicamente os direitos civis dos negros em uma época em que eram negados os direitos civis mais básicos às comunidades negras, como elegerem seus próprios candidatos e votarem em quaisquer representantes que fossem. Subversivo por apoiar, também, figuras criminalizadas e hostilizadas pela opinião branca popular do período, como o reverendo e orador Martin Luther King.

A resposta mais lúcida e honesta ao comentário de Bobby Kennedy, porém, viria não de um grande orador ou vulto popular, mas de um intelectual nascido e criado no gueto do Harlem, negro e homossexual, que teve por muito tempo seu reconhecimento nublado pelos preconceitos e exclusão social: James Baldwin.  Militando pela causa negra e publicando textos ácidos e críticos sobre segregação racial, sexualidade, política e literatura, James Baldwin falaria, em um debate na Universidade de Cambridge, em 1965:

“Eu lembro, por exemplo, quando o ex procurador geral, o sr. Robert Kennedy, disse que era concebível que daqui a 40 anos poderíamos ter um presidente negro. Aquilo pareceu uma declaração bastante libertária para os brancos. Eles não estavam no Harlem quando essa declaração foi ouvida pela primeira vez. Eles não ouviram e possivelmente nunca ouvirão o riso, o desgosto e o desprezo com que a declaração foi recebida. Para o dono da barbearia do Harlem, Bobby Kennedy só chegou ontem e agora já está a caminho da presidência. Estamos aqui a 400 anos e agora ele nos diz que talvez daqui a 40 anos, se você for bom, podemos deixar você se tornar presidente”.

James Baldwin

Há exatos 44 anos da declaração de Baldwin e Kennedy, Barak Obama seria eleito o primeiro presidente negro dos EUA. Saindo da realidade para ficção, da política para o universo das HQ’s, temos, finalmente, o Pantera Negra, fazendo sua primeira aparição nas histórias em quadrinhos em 1961, em um arco denominado “The Arrival”, do Quarteto Fantástico. Depois de apresentado ao público, o Pantera só retornaria no universo ficcional da Marvel em 1966, quando, além de mostrar ao público a maravilhosa nação africana de Wakanda, ainda marcaria presença derrotando todos os membros do Quarteto Fantástico juntos. De 1966 até a presenta data, 15 de fevereiro de 2018, tivemos a aparição de alguns outros super-heróis negros como o adolescente Virgil Hawkins, que enfrentou grandes desafios como Super Choque; John Stewart, um dos membros da tropa dos Lanternas Verdes; Ororo, a mutante membro do grupo dos X-Men, conhecida como Tempestade; e mesmo as adaptações cinematográficas de Blade, o caçador de vampiros, por Wesley Snipes, ao longo da década de 1990.

Virgil Hawkins, o Super Choque

        

Ororo, a Tempestade, dos X-men

Mesmo com esse aumento significativo da presença negra no mundo ficcional, demorou, assim como no caso de Baldwin e Obama, com a questão da “presidência negra”, novamente, mais 44 anos para termos uma adaptação cinematográfica de peso voltada eminentemente para o público negro. Foi em 30 de setembro de 2016, com o lançamento da série Luke Cage, pela plataforma da Netflix, que tivemos uma produção inteiramente voltada para a questão representativa das comunidades negras nas telinhas e nos enredos super-heróicos.

Um personagem definitivamente ambíguo. Por um lado, inovador: Luke Cage foi criado na década de 1970, precisamente no ano de 1972, como o primeiro super-herói afro-americano a ter sua própria história em quadrinhos. Isso significa que ele não surge como mais um coadjuvante dos “grandes super-heróis” e nem como mais um “personagem preto à serviço dos brancos”, como foi com Falcão, um dos muitos parceiros do Capitão América. Luke Cage não é o coadjuvante. Ele é o protagonista. Luke Cage não é mais um figurante no meio dos grandes super-heróis. Ele é o grande super-herói.

Por outro lado, ele foi, em sua gênese na década de 1970, a representação dos estereótipos por si: negro, forte, musculoso, truculento, morador de gueto, ex-presidiário, impulsivo e que só sabe falar por gírias. Foi na prisão, num experimento científico ilegal feito com prisioneiros, que ganha seus principais super-poderes: superforça e uma pele impenetrável… Ele se tornou, literalmente um negro a prova de balas, o que é por demais significativo do imaginário social sobre o homem negro e sobre seu cotidiano marginal.

Mas Luke Cage foi lançado no formato serial, em uma plataforma online, 44 anos depois de sua primeira aparição em sua própria revistinha, em 1972. Com o Pantera Negra, demoraríamos, 52 anos, se contabilizarmos a partir de 1966; 57 anos, se pensarmos em sua primeira aparição.

Pensem bem, meus caros leitores: 44 anos para a aparição do primeiro super-herói afro-americano em um seriado próprio; 44 anos para a aparição do primeiro presidente negro eleito dos EUA; 57 anos para aparição de um super-herói como o Pantera Negra que, ao contrário de Luke Cage, que foi o primeiro afro-americano a conquistar super-poderes, Pantera Negra foi o primeiro super-herói negro a existir no universo ficcional dos quadrinhos. Nesse meio tempo, quantas adaptações seriais, televisivas, e cinematográficas tivemos de personagens como Super-Homem, Flash ou o Batman? Mesmo a Mulher Maravilha, que não teve uma aparição tão ostensiva quanto a de outros personagens masculinos do mesmo porte foi, assim como outros heróis e heroínas, revitalizada em novas adaptações cinematográficas contemporâneas, teve garantida menções pontuais em seriados de super-heróis masculinos (como na série “Smallville”) e suas própria séries televisivas entre as décadas de 1960 e 1970 até sua reaparição em 2017, com a atriz Gal Gadot.

Mulher Maravilha, de Lynda Carter, em 1970.

Mas o Pantera Negra não é como os outros super-heróis negros que temos visto até então: o Pantera Negra não veio dos guetos, não se expressa por gírias ou luta para pagar suas contas no fim do mês em sub-empregos no subúrbio. T’Challa, o homem negro que veste o manto do Pantera não é mais um subalterno ou personagem para cobrir lacunas. Ele é Rei. Com um doutorado em Física pela Universidade de Oxford, o personagem fictício também se consagra como um exímio inventor, um singular cientista e rei da nação ficcional de Wakanda, a nação tida como a mais avançada moral e tecnologicamente do Universo Marvel.

Podemos dizer sem maiores receios que a figura de T’Challa concentra em si grande parte do que poderíamos chamar de “imaginário social do negro ideal”: culto, respeitado, inteligente e sábio. T’Challa seria a representação de tudo aquilo que os negros, estadunidenses ou não, projetariam para si em oposição aos espaços e representações que nos foram imputados ao longo de séculos de subalternização histórica, social e imaginária. E não apenas isso: tudo dentro do universo em torno do Pantera nos parece sugestivo e representativo. Wakanda, a nação fictícia africana foi o único reduto do continente africano que nunca foi colonizado, seja pelo branco ou seja pelas nações vizinhas; Ulisses Klaw, um dos principais vilões do Pantera e de Wakanda, é um Europeu oriundo da Bélgica que teve uma de suas mãos arrancadas, nos quadrinhos, pelo próprio T’Challa. Klaw (que significa “garra”, em inglês) ganha a vida tentando não apenas invadir o país nunca antes conquistado, mas traficando o minério fictício do Vibranium, uma das matérias primas mais importantes na confecção de armas e aparatos tecnológicos dos super-heróis, fazendo uma referência literalmente clara e direta à colonização Belga no Congo, conhecida historicamente como um dos regimes coloniais mais truculentos da História, onde a moeda de troca que movimentava o mercado interno era as mãos dos nativos que não alcançavam as taxas de produções desejáveis.

Ulissys Klaw, o vilão Belga de “Pantera Negra”.

Rei, guerreiro, cientista, diplomata, rico, intelectual, influente, governante de uma nação nunca antes conquistada, Wakanda, o país africano ideal. T’Challa, assim, reúne em torno de si e de seu universo tudo aquilo que negro contemporâneo no mundo ocidental sonharia em ser, em uma utopia ou projeção anti-colonialista, onde a colonização fracassou e a África venceu.

Colonizador Belga ao lado de nativos com suas mãos amputadas, Séc. XIX.

Mas, afinal de contas, por que precisamos do Pantera Negra? Por que precisamos de filmes e produções que destaquem e ressaltem a presença negra e tenham negros e negras como público alvo? Bem antes das grandes produções cinematográficas que conhecemos e do debate em torno da participação massiva dos negros e negras nessas mesmas produções, no início dos distantes anos de 1910, nos Estados Unidos, Jack Johnson se tornaria o primeiro campeão mundial dos pesos pesados negro da história do boxe moderno. Encontrei sobre sua história em minha pesquisa de mestrado, ao estudar sobre a relação entre a prática de esportes de combates e a presença de atletas majoritariamente negros.

Jack Johnson, primeiro negro Campeão Mundial dos Pesos Pesados, em 1908

Ele costumava ser extremamente contestador e uma figura irreverente aos padrões da época, frequentando espaços que outras pessoas negras não podiam frequentar. Comprava vinhos caros e os tomava de canudinhos e convocava toda a imprensa para vê-lo treinar. Quando os repórteres apareciam, ele estava em seu centro de treinamento, semi-nu, causando horror em seu público com seu pênis envolto em gazes. Finalmente, um repórter, cansado de suas provocações públicas lhe pergunta: “Qual o motivo de tanta hostilidade? Qual o motivo de tantas agressões?” e Jack Johnson lhe responde de maneira simples, porém impactante: “Eu sou negro, e vocês nunca deixaram eu me esquecer disso. Eu sou Negro e nunca vou deixar que vocês se esqueçam disso”.

E é exatamente por isso que precisamos de heróis e heroínas como Pantera Negra, Tempestade, Super Choque, Blade e tantos outros: porque a presença de suas narrativas nos mostram que é possível criar histórias diferentes, positivas e contestadoras sobre a figura e representação das pessoas negras; porque a presença desses personagens denunciam nossa ausência ainda gritante de tantos espaços físicos e imaginários dos quais somos não apenas indesejados, como também apagados; porque a presença dessas figuras e de suas histórias servem para lembrar a todos que nós somos negros e ninguém nunca deixou que esquecêssemos isso, porque somos negros e estamos aqui, hoje, para nunca deixar que todos vocês esqueçam disso. Vida longa ao Rei! Wakanda Forever!

 

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Chapéu do Presto Especial – Liga da Justiça da América Renascimento

Chapéu do Presto Especial – Liga da Justiça da América Renascimento

Bem-vindos a mais um Chapéu do presto, no episódio de hoje quero falar sobre a nova mensal da Dc que a Panini lançou nas bancas, mais um título quinzenal dos EUA, mais um título da Liga da Justiça: Liga da Justiça da América. Com roteiros de Steve Orlando e arte de toda a equipe da editora.

Lançada originalmente no início de 2017, aqui temos a tentativa de emplacar mais uma série da Liga da Justiça na esperança de aproveitar o hype do filme que viria no fim do ano. O filme não foi aquelas coisas, e pelo menos nisso essa série é coerente, ela também não é grande coisa.

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Expresso com Tapioca: Pantera Negra

Expresso com Tapioca: Pantera Negra

2018 se inicia com a promessa de muitos novos e empolgantes filmes baseados em quadrinhos de super-heróis. O primeiro destes e certamente um dos mais instigantes é o filme do T’Challa, o rei de Wakanda, o Pantera Negra.

Criado em 1966 por Jack Kirby e Stan Lee, T’Challa é um dos personagens mais importantes da história da Marvel e finalmente ganhará um merecido longa-metragem só seu.
Por óbvio, nós do Tapioca, que não perdemos uma chance de falar sobre os nossos personagens favoritos com vocês, o melhor público de eventos de todos, não poderíamos deixar passar este momento marcante na história do cinema de super-heróis.

Portanto, é chegada a hora! No dia 08 de fevereiro de 2018, às 19:00, na Livraria Cultura de Fortaleza, acontecerá o primeiro Expresso com Tapioca de 2018, nosso evento sobre cultura pop que já acontece há três anos aqui em Fortaleza, com convidados ilustres e sorteio de brindes. Não perca!

Todos nós do Tapioca estamos muito empolgados com o novo filme (lógico) e mal podemos esperar pra ouvir o que você está esperando.

Serviço: Expresso com Tapioca.
Tema: Pantera Negra.
Data: 08 de fevereiro de 2018, quinta-feira.
Hora: às 19h.
Local: Auditório da Livraria Cultura de Fortaleza.
Entrada: Franca. Classificação etária: 12 anos

 

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Chapéu do Presto Especial – Thor Vikings

Chapéu do Presto Especial – Thor Vikings

Bem-vindos a mais um Chapéu do Presto, no episódio de hoje vamos conhecer uma série especial do Deus do Trovão, lançada originalmente em cinco edições nos EUA em 2013 e aqui no Brasil dentro da revista mensal Marvel Max, nas edições 14 a 18 no ano seguinte. Estou falando do mais recente relançamento da Panini: Thor Vikings por Glenn Fabry e Garth Ennis.

 

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La casa de Papel – Primeira Parte

La casa de Papel – Primeira Parte

Bem verdade que o formato de seriado ficou popular através dos estadunidenses, mas também é verdade que o resto do mundo faz séries tão boas quanto. Falar sobre o mesmo assunto em países diferentes é uma tarefa interessante, afinal, as ideias, costumes, discursos e afins são opostos, o que dá ao espectador uma noção de que nem tudo é a mesma coisa. Exibir a narrativa de um assaltado com reféns pode ser representado de maneiras bem diferentes nos Estados Unidos, ou na Espanha.

Em La casa de papel a tônica é exatamente essa. Já vimos uma história parecida em algum filme norte americano, é um assaltado com reféns, só que com algumas peculiaridades, e são justamente essas pequenas coisas que fazem da série uma grande sacada: um meticuloso emaranhado de situações em que não temos a menor ideia do que irá acontecer, tudo muito bem trabalhado com um refinado clima de tensão e suspense.

A história começa num quarto de hotel, a luz vermelha, uma mulher deitada com uma arma, ela ainda pensa sobre um assalto que não deu certo, seu noivo havia morrido, ela conseguiu escapar, está prestes a visitar sua mãe, até que um tipo estranho dentro de um carro lhe diz que ela será presa caso acabe indo, e diz que tem uma proposta de negócio para ela, este homem apenas se apresenta como O professor (Alvaro Morte).

Nesse momento, começamos a compreender um pouco mais da história, quem nos conta é a mulher, que será chamada de agora em diante de Tokio (Ursula Corbero). Com uma narrativa no futuro, ela nos diz tudo que aconteceu no assaltado, desde de seu começo com o recrutamento, até a parte que cessa (no Brasil a série foi dividida, a Netflix vai liberar a segunda parte apenas em Abril).

Oito assaltantes com suas especialidades, são eles: Tokio, Rio (Miguel Herran), Denver (Jaime Lorente), Berlin (Pedro Alonso), Moscou (Paco Tous), Nairobi (Alba Flores), Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto Garcia). O professor dá algumas regras, nada de relações pessoais, nada de informações pessoais e nada de nomes verdadeiros, todos eles agora tem nome de cidade, serão cinco meses numa propriedade afastada da cidade para treinar o assalto, cada etapa do plano de resposta da polícia nas horas que vão se seguir.

E prontamente já temos a ação logo no primeiro episódio, o objetivo é deixado claro desde de o começo, tanto em sua forma como características, eles não vão assaltar um banco, mas sim a casa da moeda da Espanha. Do outro lado, temos a polícia da Espanha com todos os seus aparatos, responsável pelo caso, a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituno) tem pouco tempo para agir, terá uma série de situações para superar, incluindo seu recém divórcio, o estresse é evidente, além de uma ampla cobertura da mídia e poucas informações sobre o que está acontecendo de verdade dentro da casa da moeda.

Em determinado momento, desenvolvemos uma síndrome, a chamada: Síndrome de Estocolmo. Começamos a gostar dos bandidos, assim como alguns reféns também. Apesar dos pesares, há um certo traço de humanidade em toda essa tragédia, uma ética fundada através de uma série de regras morais sobre os comportamentos ali, mas nem sempre as coisas seguem como o planejado, e apesar de tanto tempo, pontas soltas podem aparecer.

El casa de papel nos encanta por sua capacidade de ser simples e difícil de entender ao mesmo tempo, justamente por não nos dar a ideia geral logo de cara, apesar de já termos algumas noções, somos jogados assim como os reféns numa casa que não nos pertence, e dessa forma ficamos sufocados, tendo que decidir entre: aceitar o que é demonstrado, ou tentar adivinhar o que acontecerá. Ambas as escolhas são tensas, mas gostamos disso. A primeira parte nos entrega um dilema, resta agora saber como essa trama será concluída em Abril.

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