COLEÇÃO, MEU AMOR

COLEÇÃO, MEU AMOR

Apaixonar-se por uma ideia, e rodear-se dela…

Quando eu recebi a missão de escrever sobre colecionismo a primeira coisa que pensei foi em como seria fácil falar de algo que faz parte do meu cotidiano. Então eu sentei à frente do PC, abri um buscador e comecei a ler artigos após artigos, que contavam a história do colecionismo, a origem dos museus, os propósitos de se acumular coisas, etc., etc….

Depois de muito ler, a principal conclusão que cheguei foi: nossa, como é chato abordar o tema por esse ângulo! Quem está interessado em como o hábito de colecionar surgiu ainda na pré-história? Ou em como ele foi se associando à ideia de status e de poder na idade média e de como a igreja se apossou das grandes coleções e as restringiu à visitação de uns poucos detentores de riquezas nessa época? Ou mesmo que a origem dos museus está diretamente ligada ao colecionismo e que seu nome provém dos templos das musas na Grécia, os “Muséions”? Bem, se era esse tipo de informação que você buscava, ele está a um clique de distância. Basta uma busca no Google e você encontra fácil toda a história do colecionismo. Acredite, eu fiz isso.

Então eu pensei que não foi pra isso que me propuseram o tema. Pensei que, quando eu comecei minha primeira coleção, eu pouco estava preocupado com o que isso queria dizer pra sociedade, ou com o quê eu iria fazer com todas as coisas que eu estava juntando, ou pra que me serviam… Na verdade, quando eu comecei, cada uma das coleções que eu tenho, eu sequer sabia que estava começando (mais) uma coleção. Eu apenas tinha um item, um objeto que estava ligado a algo que eu talvez nem tinha noção que amava. Havia mais por trás daquela “coisa” que era maior do que a “coisa” em si. Um simbolismo, uma representação de algo pelo qual eu me apaixonara. Então eu resolvi que queria outro, e depois outro, e depois outro… Eu queria completar os itens. Queria fechar um ciclo. Eu não queria “volume”. Não se tratava de números. Mas quando você se apaixona por uma ideia, e começa a se rodear dela, é inevitável que o volume surja. Mas ele não é propósito. Não no meu caso, ao menos.

A primeira coleção que comecei foi aos 14 anos. E comprei meu primeiro K7 da Madonna. Eu gostava de uma música que ouvia no rádio. Lá nos anos 90, Madonna possuía uma força musical imensa. Foi quando ela recebeu o título de “Rainha do Pop”. Não era difícil adolescentes da minha época gostarem dela. Como gostei do que ouvi eu pensei “isso me agrada, vou comprar outro”. Depois eu ouvi um vizinho tocando um de seus discos e pensei “essas músicas são legais, vou tentar comprar esse também”. Eu comprava um CD depois de outro e, aos poucos, uma coleção foi se formando. Mas a minha paixão nunca foi pelas “coisas” da cantora. Eu admirava seus ideais. Ouvir as suas músicas me levava pra “perto dela” e me ensinava uma filosofia da qual, como adolescente, eu sentia sede. Então não era sobre “ter coisas”. Era sobre “fazer parte”. Era sobre trazer pra perto de mim algo em que eu acreditava. O volume então foi consequência, não propósito.

Muitas vezes é sobre isso que se trata o colecionismo. Quando o propósito da coleção é o volume, ela se transforma em simples acúmulo. Ok, veja bem, nem sempre o colecionismo se trata de coisas das quais amamos. Como coloquei antes, o acúmulo também tem a ver com status, com poder (como quando se acumulavam espólios de terras conquistadas, por exemplo). Para além disso, o colecionismo também tem a ver com perpetuação do saber, com a compreensão do que existe no mundo. Por isso são importantes as coleções de arte, as bibliotecas, os museus. Elas imortalizam trabalhos que poderiam, talvez, nunca serem vistos não fosse o esforço dos colecionadores. Então, nem sempre é apenas sobre aquilo que amamos.

Lógico que, vivendo num ambiente capitalista, uma coleção também pode estar ligada a quanto você pode pagar pra tê-la. Qualquer coleção demanda custo e dificilmente é barato manter uma. Isso também liga o hábito de acumular coisas a status. No ideal capitalista, quanto mais capital (dinheiro) você tem, mais bem sucedido você é. Ter mais dinheiro te proporciona ter mais coisas e o resultado você já imagina qual seja. Mas se, assim como eu, ser rico não é o seu caso, será que tudo está perdido?

Quando se coleciona algo por paixão, e não por volume, a resposta pra essa pergunta é “não”. Quando se ama um personagem, ou um artista, ou um tipo de arte, existe um carinho diferente para cada item que a gente consegue. Aquela figura de ação que você encontrou lacrada por um preço maroto, aquele artigo baratinho que você jamais encontraria, mas que ganhou de presente de um colega, aquele disco de vinil que um amigo já tinha guardado mas que te entregou dizendo “acho que ficaria melhor na sua estante que na minha”. Uma coleção não é feita apenas de itens que a gente compra. Nem muito menos por itens que pagamos fortunas. Porque quando a gente ama um tema, tudo que nos chega tem um valor inestimável – repare que eu disse valor e não preço.

Foto: Felipe Mendes

Alguns dos itens que mais amo custaram quase nada. Outros chegaram pelas mãos de pessoas que eu amava e que já não estão mais aqui. Então, também não é sobre ter mais ou menos grana. Veja, eu não menosprezo coleções de quem tem como investir alto. Ninguém tem culpa de ser privilegiado e, por isso, ter acesso mais fácil às coisas de que gosta. Então não existe colecionador mais ou menos valoroso e você não é obrigado a ser o Indiana Jones pra se considerar um colecionador. Cada um consegue seus itens da maneira que pode. E essa também é a beleza do colecionismo.

Por fim, seja lá o que for que você acumule – quadrinhos, selos, discos, canetas sem tinta – se você se considera um colecionador, se você ama uma ideia e se rodeia com ela, essa coluna é sua! Semanalmente eu tentarei trazer textos que retratam o amor por juntar itens de um mesmo tema. Sejam minhas coleções ou de outras pessoas, vamos compartilhar ideias e descobrir o que leva essas pessoas a juntarem esses itens. E se quiser trazer a sua coleção, o seu relato, esteja livre pra comentar aqui em baixo! Aqui, começamos outra coleção: uma coleção de histórias!

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BICHASNERDS S03E09 – NÓS ASSISTIMOS

BICHASNERDS S03E09 – NÓS ASSISTIMOS

Se você acha que esgotou toda a lista de séries que possuía nesse feriado do carnaval, não se preocupe! Fizemos uma com as coisas que a gente assistiu e olha, tem coisa pra caramba!

Animes, séries, filmes… E tem comédia, drama, ação!! Uma lista pra você passar esses 15 dias prostrado na frente da TV só esperando até o próximo episódio chegar! Hehehe!

Não vou nem dar spoiler do que a gente indicou nesse programa. Só dá o play e anota tudo. A propósito, se você já assistiu o que a gente indicou, ou se tem mais dicas, se concorda com o que a gente diz a respeito das indicações ou se acha que tá tudo errado, comenta com aqui em baixo! Não deixa de curtir a gente no Facebook nem de assinar nosso feed. Aproveita e mostra praquele seu amigo chato que acha que não tem nada o que assistir ou que se sente o “pica das galáxias” porque diz que viu tudo…

A gente se encontra no próximo episódio!! Enjoy!

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BICHASNERDS S03E08 – PANTERA NEGRA

BICHASNERDS S03E08 – PANTERA NEGRA

Esses dias não se fala em outra coisa: próximo dia 15 de fevereiro chega aos cinemas mais um filme de super-herói. Dessa vez, não um super-herói qualquer, mas talvez o principal representante das pessoas negras nas estórias da editora Marvel: o Pantera Negra!

É claro que a gente não ia ficar de fora e batemos um papo maravilhoso sobre o personagem, sua estória, origem, quadrinhos e o que esperar do filme. Contamos com a ajuda de uma amiga aqui da casa, Tatiane Ferreira, que já edita o vindouro Frequência Mecânica.

O papo foi revelador e nos mostrou muito do porquê tanta gente ainda precisa ser apresentada ao personagem. Mesmo que você já tenha ouvido ou lido algo em outros canais, você ainda vai se surpreender (e se divertir) com nossas considerações a respeito do Pantera. Então aperta o play e viaja com a gente!

A propósito, já curtiu nossa página no Facebook? Ou assinou nosso feed? Então não perde tempo! Aproveita e comenta o que achou do episódio, o que espera do filme e avisa se a gente errou em algum momento.

Abraço e até a próxima!

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BICHASNERDS S03E07 – DOSSIÊ NOVOS MUTANTES

BICHASNERDS S03E07 – DOSSIÊ NOVOS MUTANTES

Sim, estamos ansiosos pela estreia de Novos Mutantes no cinema e sim, a Marvel brincou com a gente mudando a data de lançamento do filme. Previsto para aparecer nas telas de cinema do mundo todo em 12 de abril de 2018 o filme da equipe de adolescentes da Escola Xavier para Alunos Super Dotados só dará as caras em 22 de fevereiro de 2019.

Mas isso não desanimou a gente! Agora você tem tempo para seguir as dicas que damos no BichasNerds e ler todas as indicações que falamos nesse episódio lindo onde você vai saber tudo e mais um pouco sobre os personagens: poderes, habilidades, principais estórias. Você não vai ouvir nenhum podcast tão completo quanto esse!

Para ajudar a gente convidamos dois peritos no assunto que são quase enciclopédias vivas quando se trata de mutantes: FH Lima e Daniel Guisard deram um show e falaram coisas que certamente você nem imaginava.

Como nunca é demais repetir, não deixe de curtir nossa página no Facebook para mais novidades e assinar nosso feed para não perder nenhum episódio. Se a gente falou demais ou se esqueceu alguma informação, se você tem um personagem ou história favorita, não deixe de comentar aqui em baixo. Sem mais delongas, aperta o play e divirta-se!

Nesse episódio:

Trailer de Novos Mutantes;

Grupo de Colecionadores Toy Biz Brasil 90’s;

FH Lima: Twitter e Instagram;

Daniel Guisard: Instagram

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Págnia do discurso de Kitty Pryde

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ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO!

ADEUS ANO VELHO, FELIZ ANO NOVO!

Se você acha que 2017 foi  difícil, você não está sozinho! Aconteceram coisas demais e a gente não podia deixar de falar como foi nosso ano e o que esperamos pra 2018. O resultado foi um episódio divertido e cheio de surpresas!

Falamos sobre quadrinhos, cinema (e passamos por Atômica, Mulher-Maravilha, Liga da Justiça e até o filme Divinas Divas). Será que conquistamos mais direitos, mais respeito? Ou será que saímos perdendo? E sobre política?

Isso e muito mais assuntos no episódio que você pode ouvir logo abaixo. Ou no nosso feed, se preferir. E tem mais ainda na nossa página no Facebook! Dá o play e, quando terminar, vem contar pra gente como foi seu ano e quais são suas promessas pra esse que tá começando! Abraços e até o próximo episódio!

Neste episódio:

Página de Prevenção e Controle de HIV/ Aids e das hepatites: www.aids.gov.br

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