Eventos | CCXP Tour Recife | Painel DC Comics

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O painel sobre a DC Comics foi mediado por Marcelo Hessel e contou com grandes artistas do presente e do passado recente da editora. Ivan Reis, Eddy Barrows, Jock, Glen Fabry, Paul Pope e o editor da Panini, Levi Trindade, estiveram presentes. Hessel, apesar do nervosismo, conduziu o painel e questionou os convidados a respeito de como veem a transição dos quadrinhos, em muitos dos quais os próprios artistas trabalharam, para o atual DCEU e o universo televisivo baseado nos quadrinhos da editora.

A primeira pergunta do mediador foi direcionada a Jock e disse respeito à experiência de ter seu trabalho levado dos quadrinhos do Arqueiro Verde para as telas de TV em Arrow. Jock respondeu que foi uma honra e que os produtores do show contaram que só depois de ver o trabalho do desenhista acharam possível fazer um seriado baseado no personagem.

Em seguida houve uma pergunta para todos os convidados a respeito do universo das telonas. Eddy Barrows foi o mais ousado, não poupando palavras para externar sua frustração com o universo DC/Warner por não conseguirem, em sua opinião, acertar a a caracterização dos personagens; principalmente o Superman, personagem que Eddy adora.

Ivan Reis ofereceu pontos interessantes: compartilhou que no início dos Novos 52 havia um desejo dentro da DC por mudanças nas características visuais dos personagens, principalmente em seus uniformes. Ivan, responsável pelos desenhos do Aquaman nos N52 contou que sua maior influência no design do personagem foi o antigo Flash Gordon e que seu editor quase desmaiou quando ouviu isso. Mas a ideia de Ivan, segundo nos contou, era de que o mais importante nesse tipo de reformulação é apresentar o público ao clássico, que se as pessoas se apaixonarem pelo clássico, se apaixonarão também por qualquer mudança.

Nesse ponto iniciou-se um divertido debate a respeito do quanto quadrinhos e cinema são realmente mídias irmãs. Hessel questionou a todos se acreditavam que a “tradução” de nona para a sétima arte é tão fácil quanto afirmam alguns e os convidados se mostraram um pouco impacientes com esta ideia. O próprio Reis Afirmou que são sim mídias próximas, mas que este tipo de pensamento é prejudicial para os quadrinhos. Glen Fabry lembrou Alan Moore afirmando que se pensarmos HQs em termos do quanto são similares com o cinema, eles nunca serão mais que filmes que não se mexem.

Paul Pope retornou aos filmes perguntando em tom jocoso por que não estavam falando sobre Logan, provocando vários risos. Afirmou ainda que adorara o filme por ter evitado ser um filme de super-heróis e sido um filme de ficção científica. Afirmou que os melhores filmes de super gente são filmes assim apenas na superfície, mas eram na verdade filmes de ficção científica, como os X-Men de Bryan Singer e Bvs.

Marcelo Hessel deu início a um novo ciclo no painel perguntando a Glen Fabry sobre suas capas para Preacher, que o mediador chamou de “a melhor série de capas já feita para um quadrinho”. Hessel perguntou até que ponto ele e o restante da equipe tinham liberdade para planejar as capas da série. Fabry respondeu que em Preacher, tudo que eles faziam era ver até onde podiam forçar os limites da Vertigo antes da editora os podar.

Finalmente foi a vez de Paul Pope falar sobre seu trabalho no Batman. O desenhista declarou que não gosta muito da maneira como o Morcego é retratado nos quadrinhos recentes, uma mistura sem graça de Sherlock Holmes e Sr. Spock. Pope falou que gosta mais de um Batman ser humano, que precisa se esforçar e suar para alcançar seus objetivos, exatamente o que fez em seu trabalho Batman: Ano 100.

Ivan Reis complementou dizendo que uma característica que adora do Homem-Morcego e que se esquece com frequência é seu lado um pouco místico, lendário, aquela ideia do Batman mito e que por isso o desenhista, quando desenha Batman, frequentemente não desenha seu torço, seu corpo por inteiro, para ressaltar essa ideia misteriosa do personagem.

O painel da DC foi um dos menos marcantes do evento, mas foi muito divertido ver alguns de nossos artistas favoritos pela primeira vez.

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